Por cada palavra trocada com ele
Uma perda de seu propio sangue ocorria.
Eu,
senti minha garganta opaca naquela troca.
Mas por estar enfeitiçada por sua grande boca a pronunciar algo que eu compreendia mesmo em outra lingua, muito longe da minha,
continuei a dança.
Perdia minhas vestimentas e perdia minha lingua
a cada palavra trocada.
Seu corpo inteiro formado por tecidos brilhantes pedia os meus.
Os cedi, sem nenhuma renuncia.
Não havia perdas ali dentro, apenas troca. Foi o animal mais lindo que vi
segunda-feira, 8 de março de 2010
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