A mesma agua que lavou seu corpo agora lhe trouxe cavalos.
Sentiu o contato de seus dedos naquele pelo aspero e gelado e não resistiu em tirar os pes do chão para alcançar o dorso do animal.
Era a primeira vez que se entregava a tal possibilidade.
Ao decidir cavalgar tais animais, voltou os olhos praquelas praias, e necessariamente praquelas pedras desgastadas pelo movimento da agua.
Não era desfeita, não era nem de longe desamor, fora o imenso amor que devotava a tais seres esgotados em seus própios peso.
Seu desejo era o de carregar aquelas pedras, amarra-las ao seu ombro e seguir então viagem. Mas os animais de pedra tinham seus propios fluxos, suas própias eras.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário