Parece intacto. Tudo permanece da mesma forma em que pretendeu permanecer, exceto pelo olhar curioso da criança que perguntou porque aqueles dragoes eram tão recorrentes às tantas pernas que sustentavam os pratos da vossa alteza?
Ali entrou outro mundo. O primeiro cruzou a idéia de cao e mesa, depois as asas levavam vinhos e chas em grandes ou pequenas cidades chinesas.
Pequenas janelas flagravam pequenos gestos, Grandes janelas flagravam imagens amassadas dependendo de onde se ousasse ver.
Teve uma sala em que cada uma da milhares de janelas guardava uma pessoa, uma a gritar, outra a falar, outra a sorrir, a gargalhar, observar, nos deixar observa-la. Era tanta coisa que ficava dificil parar o olho em um só daqueles rostos.
Era uma melodia, ensaiada a tanto tempo. E o menino com a mao da mãe começou a se perguntar como aquela musica soaria daqui a mais cem anos. Se é que toda ela conseguiria permanecer ali, a mesma.
Mas aquelas pessoas tinham seu destino, permanecer ali para o sempre. Como as estatuas que juntavam sempre uma camada fina de pó a cada dia, retirada apenas por aqueles que se diziam reconhecer seus rostos e as resgatavam com uma nova mao a cada dia.
quarta-feira, 10 de março de 2010
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