segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu queria estar aqui só pra poder sentir o gosto da partida.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Estilhaçam cascos no chão.
Minha impressão e sempre será a de que os cascos se regeneram. Mas eu aposto nisto agora, pois nunca tinha cuidado de cavalos antes. Eles me lembram cães gigantes, daqueles que a gente consegue subir em cima e ir embora.

domingo, 20 de junho de 2010

Era eu um algum personagem histórico. Tinha barba, era calvo, com bigode, carregava uma protuberante pança e um olhar não conformista. Minhas roupas eram azuis claro, ao estilo vitoriano, estavam limpas apesar de me encontrar em uma especie de quarto sem móveis velho e sujo, de paredes sujas e com uma pequena janela, que iluminava bem o quarto. Eu havia sido sequestrado, era a ultima coisa da qual me lembrava. E havia um homem do outro lado da porta donde eu estava preso. O que consegui entender era a presença de alguma espécie de abertura no canto do teto daquele comodo. Foi de lá que meu personagem curioso encontrou caminho pra outras instalações daquela casa abandonada que agora servia como casa de prisioneiros. Uma casa de braços abertos à mentes instigante.
Encontrei algum caminho pouco espaçoso, pero ainda assim, a grande barriga passou.
Acabamos que saímos por uma espécie de ralo daquele monumento casa.
E ao olhar praquela iluminada vitória vi muitas imagens, muitas personagens andando naquela espécie de vista fazenda derrubada. com galihhas soltas e pessoas passeando, observando, algumas aguachadas outras rindo e então pensei a frente:

"-Que alegre seria se ao olhar para o mundo visse meus conhecidos ao invés de personagens de um livro"

E então meu desejo se tornou realidade e vi todos que estão ao meu redor agora na minha frente.
Ele me fez muito feliz.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

primeiro-movimento



Pelos eriçados, veias sufocadas,
movimentos autonomos,
Estão prestes a desabar em alguma força e vontade,
Disseram-me esperar. 

Foi tudo lançado,
talvez por balões,
talvez por espingardas,
piruás teimosos, revoltos
sem saberem exatamente aonde ir.
Talvez soubessem que seriam jogados,
arremessados, como quando fiz uma nova ordem nas coisas do quarto.
Tentei criar um algo ali de dentro, mas dali não dei resposta o suficiente, não houve resposta então. Pisaram aqui dentro do cômodo, e eu andei por aquilo deixado,
arrastando um corpo até percebe-lo sem peso. Não estava mais ali, minha pequena trouxa barriana passou a fazer parte de um outro chão ainda.
Larguei ali e
então fiquei sem coragem nenhuma pra virar pra traz.


Foi tudo lançado,

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como poderia,
como conseguiu deixar tais olhos tão imersos em uma vasão sem fim.
Está correndo pro lado errado! É outra paralela!
Sentiu-se colado naquela pele preta e brilhante da sua boca, todo seu corpo preto, como pixe. E antes que pudesse retornar o rosto para o que o estava esperando, sentiu-se incapaz de movimentar o pescoço.
Algo de seus braços e pernas agora sangrando, teriam de ficar ali. Vazou liquidos por todo tapete de neve. Mas este era do tipo mais dura possivel, chegou somente a escorrer, todo o sangue dilui-se no mar.
direcionou a vista, mas o limite corpo visao foi interrompido ali.

Dali em diante pegou embarcação em uma grande baleia branca. Andou em toda suas costas, reconheceu cada cadeira, cada casa cada cao, cada direção. Depois encontrou um pequeno quarto solto, deitou-se na cama do quarto e ficou observando o movimento de seu corpo enquanto tentava permanecer o mais imóvel possivel. Mesmo deitado perdia equilibrio.
Sentiu o movimento do grande animal e observou o movimento do sol que se refletia no teto.
Seu corpo estava cansado o suficiente para dormir mais 19 horas