Foi tudo lançado,
talvez por balões,
talvez por espingardas,
piruás teimosos, revoltos
sem saberem exatamente aonde ir.
Talvez soubessem que seriam jogados,
arremessados, como quando fiz uma nova ordem nas coisas do quarto.
Tentei criar um algo ali de dentro, mas dali não dei resposta o suficiente, não houve resposta então. Pisaram aqui dentro do cômodo, e eu andei por aquilo deixado,
arrastando um corpo até percebe-lo sem peso. Não estava mais ali, minha pequena trouxa barriana passou a fazer parte de um outro chão ainda.
Larguei ali e
então fiquei sem coragem nenhuma pra virar pra traz.
Foi tudo lançado,
quinta-feira, 17 de junho de 2010
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