sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como poderia,
como conseguiu deixar tais olhos tão imersos em uma vasão sem fim.
Está correndo pro lado errado! É outra paralela!
Sentiu-se colado naquela pele preta e brilhante da sua boca, todo seu corpo preto, como pixe. E antes que pudesse retornar o rosto para o que o estava esperando, sentiu-se incapaz de movimentar o pescoço.
Algo de seus braços e pernas agora sangrando, teriam de ficar ali. Vazou liquidos por todo tapete de neve. Mas este era do tipo mais dura possivel, chegou somente a escorrer, todo o sangue dilui-se no mar.
direcionou a vista, mas o limite corpo visao foi interrompido ali.

Dali em diante pegou embarcação em uma grande baleia branca. Andou em toda suas costas, reconheceu cada cadeira, cada casa cada cao, cada direção. Depois encontrou um pequeno quarto solto, deitou-se na cama do quarto e ficou observando o movimento de seu corpo enquanto tentava permanecer o mais imóvel possivel. Mesmo deitado perdia equilibrio.
Sentiu o movimento do grande animal e observou o movimento do sol que se refletia no teto.
Seu corpo estava cansado o suficiente para dormir mais 19 horas

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