domingo, 26 de junho de 2011

Ao que estive longe do descritivo,
Tento ao máximo sentir.
Sinto a mim como quem de fora, mas não o suficiente.


Sigo tentando

domingo, 19 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Olhando o orgao perfurado no chao recolheu-o novamente entre os dentes, apertou-o o maximo que pode ate sentir os dentes encostarem-se por entre a carne. Levantou-se e seguiu ate o ponto mais alto da ilha, um ponto de pedra tambem. Reparou em uma pequena ordenacao ascendente de pedras, empilhadas aos deuses.

Deixou seu orgao ali no topo da Apacheta e desapareceu daquele lugar

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Abriu a boca exibindo ao corpo toda a potencialidade de sua mandibula.
Havia dentes e dentes, sujos e desgastados de tanto apertarem-se um contra o outro. Foi quando dali daquele trilho branco desviou-se o tal do orgao que antes em meio aquela pressao, caiu ao chao. Assim como os olhos que o seguiram no movimento.

Vai saber daltura daqual largou aquela parte de si.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Criou uma ilha ao seu redor pela qual foi aos poucos submergido. Os ossos finos das patas relaxaram-se ao ceder seu peso a terra. Virou pedra. Aquelas primeiras das quais se despediu antes de ir embora dali e agora aquelas em que seu ralo peso se apoia.
Em pouco tempo o bolor das pedras em contato com a agua alcancaria suas patas. Vitima facil pra si mesmo, um ser mutilado, solto orgaos mutilados afora, soltas palavras mutiladas.

Pensava ter se esvaido dos internos, mas ainda doia o estomago la dentro e mais dolorido ainda era o orgao que trazia entre os dentes.

domingo, 12 de junho de 2011

Vanishing

as a thought,
as my body, as my running blood, as a song,
becoming nothing more.

Then I start living in these grounds, this land.

sábado, 11 de junho de 2011

Abrigo de carne. Todas as aves-pavoes, todos os caes e motores. Todas as imgems que passaram pela mente. Aquelas asas todas, preenchendo e ativando o espaco.
Preenchida a carne de um antigo sonho de molde descontextualizado. Ali, naquela ocasiao, eu nao cabia naquele lugar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E entao
afundou meus olhos da pele dentro do ouvido.
Recitou algumas palavras distantes do meu dialeto local, somou alguns gestos magicos precisos enquanto andava ao meu redor,
e com o indicador esquerdo pressionou meu quarto chackra.

como na hora da morte, um canal foi aberto, e um turbilhao de imagens passou a chegar e dominar meu campo visual imagetico, ininterruptamente. E ao mesmo tempo em que nao, que eu nao as reconhecia como imagens da minha vida, tais imagens eram todas minhas ja que sairam de um campo e cruzaram o horizonte do meu inconsciente vindo chegar ate mim.

domingo, 5 de junho de 2011

Me criou ao ouvido tao clara quanto puramente:
Voce quer sobreviver?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ensaiando os olhos

Minha morte dos olhos foi alcancada no duplo.
Que eu nao teria acesso maior ao extracampo, desde que nao parasse de esperar dos olhos realidades palpaveis a qualquer outro orgao.
Mesmo assumindo aquilo que via sem os frames.

Ambos ao final, perdidos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As Pernas das arvores

Igual a todos com quem cruzo, motivo do passo. Como quando caminho e a arvore segue em direcao oposta, eu sou a arvore. E sigo, para que outros se movam na direcao contraria a minha, compondo uma paisagem.
Foi como o carro alegorico que vi hoje na Paulista. Um animal feroz e corajoso sendo guiado por um jovem robusto; um senhor semi-sabio cinza com sua carruagem; e uma languida linda mulher com seu filho entre os bracos. Seguiam os tres juntos, em marcha.

Entao os dentes

E' como encontrar paredes podres por detras daquele seu movel mais especial.
Encontrei uma trilha por detras dos meus dentes, eles tornaram o material podre pela total corrosao.
Nao resta outra historia que nao a da extracao do material perdido. Nao ha retorno senao a expansao, a existencia e permanencia do orgao comissao vai passar a ser pela falta, pela completa ausencia do corpo.

Arranco entao os dentes