Ele, do alto do elefante amarelo, com sua pele azul como o mar da grécia, começou a desenhar sombras com gestos, enquanto tapava o claro sol que irradiava sobre mim, naquela praia.
A grande estatura, vista daqui da areia não fazia juz ao meu tamanho. Mamae prendera meu cabelo para que nao este no fosse levado como os de minha irmã foram.
Depois do grande apuro, o episódio da praia, chegou até mim a constatação de que nao conseguia carregar aquilo tudo sozinha. Nosso corpo. A segunda parte do nosso corpo pensou en seguir un fluxo que nao aquele em que eu estava inteira. E nao que a outra nao estivesse inteira também, só que estava adiante, a idade nao alcancaba o ato. Depois dessa, eu cai mais dois anos de idade. Meu destino habia sido proposto naquele instante, eu seria a atrasada, isso en relacao a outra parte do corpo, adiantada.
Quem passou a me apoiar as pernas que desaprenderam a andar, caminhar até o mar, foram os tantos caes elefantes ursos.
Enquanto caminho, deixo marcas de pegadas que nao sao minhas, como uma marca no corpo, um corpo calado, ou melhor calejado pela protecao deles.
E eu os postei sempre a frente, como protecao do mundo,
servian a mim, e como rainha egoista os mantive o maximo possivel sobre minha escravidao. Tanto que os justifico como parte de mim, sao de cativeiro nao vao sobreviver.
agora os coloco a frente de los otros como una protección de mim mesma.
E nao me vanglorio de forma alguma pela imagen refletida no espelho, duplicada pela lente que registra cada paso.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Hoje, diante do juramento das rosas, eu reencontrei um irmão. E antes que nos digam que não, que não houve tempo de criaçao juntas,
que não houve impressao no corpo enquanto cresciamos separadas, que não houve criaçao de mundo a dois,
direi que haverá, e que já está acontecendo.
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domingo, 12 de setembro de 2010
No meio do nada
Bem num lugar onde só há vista.
Deixei uma parte da minha vontade, na ultima vez que estive aqui.
No meio do nada eu tinha visto uma pequena casa de tijolos vermelhos, apertada entre dois predios em algum lugar do mapa. Não marquei nem anotei o endereço, sabia que teria de voltar pra reencontrar tal casa. Reencontrar tais lugares que ficaram em um canal que me ligaram a este lugar.
Bem na capa de tudo que vi, só vi. Meu corpo tinha tal disposição para apanhar tais capas e torná-las belas o suficiente.
Há um corpo que não conheço, e agora vivo aqui.
Aos poucos comecei a sussurar nomes para aquelas pessoas que via,
Agora completo casas e edificios com a mais magnificiencia que pode existir. Vão ser assim, como a vida que recriei dentro do Museo de Arte Decorativa, como o própio bairro onde fica essa casa encantada. Morarei alí, no bairro encantado, por toda minha vida, porque me foi um pimeiro sonho que me troxe aqui, foi um outro país que me trouxe aqui, um outro além, feito de matéria prima magnifica também.
A primazia de poder criar, mesmo que sobre peças criadas anteriormente.
O edificio em que moro é um lugar à parte,
Sonhei que o mundo se acabava aqui, um pais inteiro.
Nos corredores, há de ter pessoas agora nomeadas. Os cães são os mesmos, eu os reconheço desde sempre.
Tem um elevador que leva pro broto dessas pessoas,
nunca ousei subir até lá,
talvez cure a curiosidade subindo lá enquanto estou aqui.
Tenho reparado em um porta que se encontra a vista do elevador, ao lado da escada e proximo da casa de limpeza do zelador. É uma porta de madeira bem forte e escura. Nunca a vi ser aberta. Em seu centro superior há uma pequena abertura, como que cerrada com tres grades. O metal deste pequeno detalhe é todo em dourado, e os desenhos que formam com a madeira me recorda aquelas jaulas antigas de animais ferozes do circo.
Pensei que talvez tanta força e tao pouco acesso significassem mais do que um espaço vazio. (Nao deixarei lugar para o vazio, mesmo que o complete com um grito)
Meu medo e sorte é que, ali, em sonhos eu sinto a presença de animais como leões ou onças, algo que mereça cercar-se de tanta privacidade porque nao serve para o convívio humano. E tal porta além da proximidade com a escada, se encontra muito proximo de nosso apartamento.
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domingo, setembro 12, 2010
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