terça-feira, 27 de abril de 2010

Resumindo históricamente: uma antecipação de eventos mal ocorridos. Tendo a todo momento sua chance de ocorrer integralmente, mas, a não obstrução do momento remeteria a algo não idealizado. Como um cordão que se mantem ignorado até despencar aquilo que sustenta.
Sendo assim o rastro do mesmo cheiro que vingapodrecer, nunca sairá de um processo de auto projeção


peço desculpas

domingo, 25 de abril de 2010

Passeio do dia 27 de maio do ano passado

Era um Imenso Cômodo, todo Branco, com portas e janelas bem altas e bem abertas.
A construçao, cúpula de uma torre inexistente, distorcia algumas noções de quem entrava lá.

Tudo era desarrumado e mexido. Cheio de vestigios distoantes.
Não havia uma decoração precisa ou qualquer conexão visual a outros lugares que eu já houvesse ido. Porém, tudo ali chegava aos olhos com uma certa comodidade, e o que havia de notório eram os detalhes que exigiam serem visto, olhados e temporados. Haviam móveis antigos e confortáveis, os tapetes e as cortinas grossas me chamavam a pensamentos uma familia que não haviam se plantado ali diretamente.


O Pequeno comodo se encontrava só, sozinho de uma casa.
Localizava-se em meio a grandes árvores, que dificultavam qualquer possivel visão longinqua. Passavam apenas luzes.

O Vento era um dos personagens da dança que lá ocorrera no momento da visita. Ele arrumava as cortinas, os papéis soltos, fechava os livros ou simplesmente mudava a página de algum deles. Parecia um movimento recorrente, o imaginei ali de vez em quando, sempre. Imaginei ser ele quem fazia as decisões daquele lugar inabitado. Pra mim, era ele quem decidia Oque ou quem trazia alí pra dentro e quando e como os levava embora do lugar - lá dentro me lembro de haver pilastras, e às vezes alguém se agarrava ali-. Eu me agarrei por um momento. E foi assim que entendi que o que fazia decisões alí dentro era uma junção do poder do Vento com o abrir e fechar daquelas imensas portas e janelas. Um trabalho quase em conjunto, já que este outro não pretendia assumir a autoria daquele lá, dentro da dança.

Minha viagem de volta foi toda pautada pela duvida que me batia quando pensava sobre essa briga. Em fato eu ainda não a solucionei. Assumo minha péssima conduta como cientista de tais seres. Mas, como comprometimento com tal situação, pretendo voltar a tal lugar pra continuar a pesquisa de campo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

desenho 5

Morde a propia carne
É uma forma de punição
É rasgando que se encontra é voltando as costas pra seu própio corpo que se concebe a idéia.
É tirando os olhos pelo segundo dali da frente,
E apesar de apenas uma idéia perdida
Foi a construção de um espaço que seu própio corpo não justificou
O amor se tornou carne, o amor queimou superficie
afastou pelos, rasgou a pele e encontrou os dentes,
só não teve tempo de avaliar se encontrou a carne certa aos dentes

Começou o movimento

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Depois de um tempo comecei a notar o defeitos do cavalo que me carregava. Ele tinha um dos olhos preguiçosos e um dos dentes faltantes, bem na frente, por onde ele conseguia assobiar. Ele, as vezes me deixava irritada e daí eu podia entender que eu também pra ele devia ter meus defeitos, talvez não os que eu reparasse mas os que ele notava do jeito dele.
Ele tinha pernas largas e bastavantes e cascos bem duros, mais que meus pés que começavam a esboçar uma camada mais forte de casco este ano.
Depois, ele relinchava muito, e outros animais o respondia com muito mais freqüência do que os homens que eu conversava. Me divertia com esse encantamento. Também tinha vontade de gritar por ele. Gritar pra moscas que pousavam em suas feridas. Pros mosquitos que rodeavam sua bunda e depois paravam em seus olhos.
Até que um dia, quando encontramos a primeira praia de todas, eu o libertei. Me senti culpado e me despi daquilo que me fazia imaginar ser o dono dele, o dono de qualquer coisa que me trouxesse vida.

Passei a caminhar sozinho, mas não por muito tempo pois apareceu-me um cão certa vez, chegando bem próximo. E daí ele me pediu algo. Não pude negar, não pude nega-lo. Eternamente responsável, até que ele encontre seu próprio destino e eu o meu.
E foi assim enquanto passava por uma enorme fazenda no pé de uma montanha azul.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"It's interesting: things should not last for a long time. Things should end.
(...)
The best thing that remains is the memory."


Almir Mavignier

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Era uma sessão de fotos,
E todas elas em Polaroids instantâneas. O resultado era visto no local, na hora.
Uma prima-criança minha era o alvo da lente. A mãe dela aparecia mas apenas por partes: Uma hora eram as pernas da mãe com a pequena correndo proxima, outra era o braço da mãe com a pequena sendo segurada, e assim ia.
Teve uma hora em que separei as fotos no chão e comecei a observá-las. Uma delas era a da pequena-prima deitada na grama com a luz apenas como um contorno de seu pequeno rosto juntamente com a grama alta de onde ela havia se deitado.
Então passei a observá-las melhor e quando percebi eu estava numa foto com mais algumas 6 crianças e minha pequena-prima, todas nós eramos pequenas crianças.
Eu ainda não sei como me senti. Não consigo recordar a sensação.
Era eu quem estava ali na foto, era eu criança junto a outras crianças que não reconheci na agora, mas talvez as reconhecesse em sonho.
Era eu quem estava ali, mas não era a minha imagem de quando relmente tinha tal idade, era uma Eu a partir de agora, pois eu me reconheci imediatamente, mesmo sabendo que a casca não era a mesma de outrora.

Depois mudou-se o tema do sonho

domingo, 11 de abril de 2010

Foi apenas 1 ano
nossas vozes haviam trocado de tom
Nossos corpos haviam mudado
Nossas casas já não eram as mesmas
Concordamos sobre isso e surgiu um abraço
referencias ao Medo sumiram, desde que nos encontramos e nos procuramos enquanto viajavamos no mesmo barco.

Fez-se mais 1 ano

sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Preciso de ajuda se for pra outra forma de observação,
porém por aqui ouço cirenes chuva e cavalos falando
Eu me lembro de um tiro e de gritos,
Ele nos levou até lá pra ver e eu me lembro do sangue verde que esplodia daquele assassinato no buraco
Lembro de um cavalo que veio voando do buraco
E dos que ficaram ali dentro
pois ele nos levou dali, ela não nos queria lá

E eu separei em duas coisas
Uma ciencia da morte

Cavalos e humanos
Era o cheiro de chuva e a gente voltando pro caminho que tinhamos vindo
Eu lembro dos livros, consegui ler de olhos a biblioteca inteira da minha tia
Depois teve o sumiço dos meus tios e primos
Ouvi outro barulho de tiro junto com a chuva daquela noite fundida por causa do molhado da chuva

Salmo Interminado

As vozes como preces direcionadas a um mundo mais adiante
Ao instante eterno está duplicada em minha mente
Tenho as voltas e vindas dos olhares lépidos o suficiente pra me instigar a persegui-los. Corro.
Tenho casacos simples e saudáveis, estão sempre a disposição quando me proponho a limpá-los. Bater a mão, bem forte, tirar qualquer poeira que pouse. São estátuas dignas. Dignas daquilo que sei e ao mesmo tempo daquilo em que me equilibro pra não cair. É deles que passo a imaginar

Ouço cantores a paixões, uma delas lirica. Não suporta sua própia suspensão mas é dela que vive, belamente

Há ainda um passaro que encolhe os ombros, diz que é por causa do vento. Coloca-se ao sol e anda até a proxima nuvem.

Tem uma bola enorme de animais.
Uns saltam pra buscar comida, mas logo voltam trazendo algo encantado pra todos.
O som é belissimo.

Tem um mar negro imenso, ele engoliu todos os pensamentos que eu trazia à mente enquanto o encarava. Depois que passou o farol pude retomar a percepção de guardar pra mexer depois. Dai quando nadei nas aguas ele me permitiu voltar somente se eu prometesse começar a guiar tudo novamente. Cedi. Pela primera vez.


Perdão a todos os cavalos que perdem-se enquanto seguem o fluxo. Pois o perdido foi a partir dos meus olhos, e a terra continua a sustentá-los e eu pelo menos sei saber disso. Porque foi com eles que aprendi quando bem cedo que os olhos não sabem se guiar sozinhos.

Até a nova abordagem
E te colocam ali, no meio da cuspideria, tão delicadamente que nem parece mais você
vira de outro
ou melhor, é o outro
porque não há o eu sem o outro lá


torce o dedo de novo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Deve ser como torcer um dos dedos
Mas não se sente dor alguma
porque na real a ligação nunca foi feita entre os dois extremos
Assim o olho, vendo tudo aquilo, fica putamente desamparado, imaginando uma reação que caiba ali no meio

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É algo escroto o suficiente para negar sua própia existencia diante de palavras. Descama, mela e reduz-se a pequenas palavras sujas, mas ainda assim respira e vagarosamente conclui seus passos.