sexta-feira, 9 de abril de 2010

Salmo Interminado

As vozes como preces direcionadas a um mundo mais adiante
Ao instante eterno está duplicada em minha mente
Tenho as voltas e vindas dos olhares lépidos o suficiente pra me instigar a persegui-los. Corro.
Tenho casacos simples e saudáveis, estão sempre a disposição quando me proponho a limpá-los. Bater a mão, bem forte, tirar qualquer poeira que pouse. São estátuas dignas. Dignas daquilo que sei e ao mesmo tempo daquilo em que me equilibro pra não cair. É deles que passo a imaginar

Ouço cantores a paixões, uma delas lirica. Não suporta sua própia suspensão mas é dela que vive, belamente

Há ainda um passaro que encolhe os ombros, diz que é por causa do vento. Coloca-se ao sol e anda até a proxima nuvem.

Tem uma bola enorme de animais.
Uns saltam pra buscar comida, mas logo voltam trazendo algo encantado pra todos.
O som é belissimo.

Tem um mar negro imenso, ele engoliu todos os pensamentos que eu trazia à mente enquanto o encarava. Depois que passou o farol pude retomar a percepção de guardar pra mexer depois. Dai quando nadei nas aguas ele me permitiu voltar somente se eu prometesse começar a guiar tudo novamente. Cedi. Pela primera vez.


Perdão a todos os cavalos que perdem-se enquanto seguem o fluxo. Pois o perdido foi a partir dos meus olhos, e a terra continua a sustentá-los e eu pelo menos sei saber disso. Porque foi com eles que aprendi quando bem cedo que os olhos não sabem se guiar sozinhos.

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