domingo, 25 de abril de 2010

Passeio do dia 27 de maio do ano passado

Era um Imenso Cômodo, todo Branco, com portas e janelas bem altas e bem abertas.
A construçao, cúpula de uma torre inexistente, distorcia algumas noções de quem entrava lá.

Tudo era desarrumado e mexido. Cheio de vestigios distoantes.
Não havia uma decoração precisa ou qualquer conexão visual a outros lugares que eu já houvesse ido. Porém, tudo ali chegava aos olhos com uma certa comodidade, e o que havia de notório eram os detalhes que exigiam serem visto, olhados e temporados. Haviam móveis antigos e confortáveis, os tapetes e as cortinas grossas me chamavam a pensamentos uma familia que não haviam se plantado ali diretamente.


O Pequeno comodo se encontrava só, sozinho de uma casa.
Localizava-se em meio a grandes árvores, que dificultavam qualquer possivel visão longinqua. Passavam apenas luzes.

O Vento era um dos personagens da dança que lá ocorrera no momento da visita. Ele arrumava as cortinas, os papéis soltos, fechava os livros ou simplesmente mudava a página de algum deles. Parecia um movimento recorrente, o imaginei ali de vez em quando, sempre. Imaginei ser ele quem fazia as decisões daquele lugar inabitado. Pra mim, era ele quem decidia Oque ou quem trazia alí pra dentro e quando e como os levava embora do lugar - lá dentro me lembro de haver pilastras, e às vezes alguém se agarrava ali-. Eu me agarrei por um momento. E foi assim que entendi que o que fazia decisões alí dentro era uma junção do poder do Vento com o abrir e fechar daquelas imensas portas e janelas. Um trabalho quase em conjunto, já que este outro não pretendia assumir a autoria daquele lá, dentro da dança.

Minha viagem de volta foi toda pautada pela duvida que me batia quando pensava sobre essa briga. Em fato eu ainda não a solucionei. Assumo minha péssima conduta como cientista de tais seres. Mas, como comprometimento com tal situação, pretendo voltar a tal lugar pra continuar a pesquisa de campo.

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