domingo, 20 de junho de 2010

Era eu um algum personagem histórico. Tinha barba, era calvo, com bigode, carregava uma protuberante pança e um olhar não conformista. Minhas roupas eram azuis claro, ao estilo vitoriano, estavam limpas apesar de me encontrar em uma especie de quarto sem móveis velho e sujo, de paredes sujas e com uma pequena janela, que iluminava bem o quarto. Eu havia sido sequestrado, era a ultima coisa da qual me lembrava. E havia um homem do outro lado da porta donde eu estava preso. O que consegui entender era a presença de alguma espécie de abertura no canto do teto daquele comodo. Foi de lá que meu personagem curioso encontrou caminho pra outras instalações daquela casa abandonada que agora servia como casa de prisioneiros. Uma casa de braços abertos à mentes instigante.
Encontrei algum caminho pouco espaçoso, pero ainda assim, a grande barriga passou.
Acabamos que saímos por uma espécie de ralo daquele monumento casa.
E ao olhar praquela iluminada vitória vi muitas imagens, muitas personagens andando naquela espécie de vista fazenda derrubada. com galihhas soltas e pessoas passeando, observando, algumas aguachadas outras rindo e então pensei a frente:

"-Que alegre seria se ao olhar para o mundo visse meus conhecidos ao invés de personagens de um livro"

E então meu desejo se tornou realidade e vi todos que estão ao meu redor agora na minha frente.
Ele me fez muito feliz.

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