terça-feira, 23 de março de 2010

E tiveram muitas vezes onde eu enrrolei vários tecidos em seu pescoço, costas, passando pelas pernas, ficando preso pelo rabo. Ele só olhava pra mim e deixava que eu manobrasse a tarde inteira do jeito que eu queria.

O cemitério do fundo de casa nunca tinha espaço para os animais que tivemos como estimação. Eram lagartixas, lagartas, ovinhos, passarinhos jovens e velhos, coruja, insetos bonitos. Alguns entravam em pequenos caixões, outros recebiam um embrulho com o melhor tecido que havia na casa, mas não podia deixar de haver a pequena flor pra cada um deles.
Os que permaneciam por mais tempo entre nós poupáva-nos da Dor. De alguma forma sabiamos que algo poderia acontecer e então um deles vai pra rua mas nem chega a voltar. Finge que é cotidiano.

Derrepente todos eles fogem por janelas e portões!



E o último contato que tive com todos eles foi quando me pertubei com os olhos do nosso cão Pollock. É uma forma evoluida e próxima de nós - se pudesse sentava à mesa conosco durante o jantar, como Haru já o faz -, os outro dali de dentro são os cães de sonhos, os gatos de sonho.



Aqui na rua que cruza a minha, tem um bando de cachorros. E eles estão se transformando em cães de sonho, talvez pela liberdade que os dei de me embrulharem em tecido e manobrarem o resto da minha noite.

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