quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um dedo enterrado. Aquele que aponta.
Eu enterrei milhares de animais debaxo do rabo de lobo, daquele que eu tinha no fundo de casa, o coqueiro. Depois tinha todo o caminho de volta pelo corredor e porta do fundo. Longa distancia, suficiente pra sentir minhas pernas e costas reclamarem.
Eu nunca olhava pra traz, sempre voltava ali esperando a novidade.
Nao que um dia deixei de lembrar os pequenos corpos cuidadosamente sepultados, é que ali se apresentava seara tao distinta em seus focos que o rabo passou a se sustentar daquilo tudo. Tudo junto formava o corpo. Ou pelo menos uma camada dele.

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