quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A ultima imagem que passou diante daqueles olhos:
cavalos que saltavam, negros brancos e marrons,
A visao que ambas ainda tentavam acompanhar, mas aquele movimento todo varria-se.
Eles buscavam-na, puxavam-na, mas ela não sentia, ou se fazia não sentir?
Eu não sei.

Apenas olho ao redor daquela cena, praquelas luzes todas, e não enxergo nada que não seja aquela temperatura amarela, aqueles brilhos acesórios, chamativos o suficiente pra uma crianca.
E eu não a entendo, apenas estou entretida com aquele movimento agora.

Ela estava deitada em uma de suas mil camas, com um dos seus óculos preferidos; aros largos e vermelhos, aquele que ganhou de sua tia. Seu cabelo escorria-lhe negro sobre o rosto. Não tinha mais nada, nem roupa nem carne nem pó nem o peso da alma.
Eu me vi no reflexo dos olhos.

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