Pousou uma das patas na grama molhada, silenciosamente. Em seguida começou a abortá-la ali mesmo.
Depois seguiu para as outras pernas.
No fim, A única coisa da qual tinha consciencia era o cérebro, ainda estava vivo. Sem uma estrutura delgada e delicada, sem suporte, mas ainda existia.
A dor sentida ali ultrapassava corpo,
e a imagem focada à sua frente não era aquele rio borrando-se em luzes ao vento e sim uma imagem solta, tornando-se caótica, abrupta, num misto formal de resgate e auto-criaçao a cada movimento.
A maravilha!
Soluçou. Era toda aquela água vazando-lhe o corpo.
Não foi seu corpo que alcançou as aguas, foram as aguas que mudaram seu curso, apenas para traze-lo de volta.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário